ARANHA MARROM _ O PERIGO PODE ESTAR ONDE VOCÊ MENOS IMAGINA
Embora
aranha marrom não seja agressiva, é comum acontecer acidentes por picadas desta praga, ocorrendo
quando pressionadas, em muitos casos acontece por exemplo quando a vítima se
move à noite na cama, ou quando utiliza algum utensílio ou vestimentas, locais que
as aranhas procuram para se alojar.
A picada desse aracnídeo tem grande importância médica, o veneno da Loxosceles gera uma reação inflamatória local que pode, em raros casos, se tornar sistêmica, esse processo inflamatório pode obstruir vasos, causar edema, hemorragia e isquemia, levando à necrose.
Lembrando que
a picada é quase sempre indolor dificultando a percepção do momento da mordida,
por isso é importante entender e conhecer o quadro clínico por envenenamento
pela Loxosceles, que se divide em duas formas fundamentais: a cutânea
e sistêmico ou viscerocutaneo.
Forma Cutânea:
Ocorre
na grande maioria dos casos, progride de forma mais lenta porém progressiva,
cujos principais sintomas são dor, edema e eritema no local da picada.
Nas primeiras
24 a 72 horas após picado, aparecem bolhas que podem ou não se tornar hemorrágicas,
em 3 a 7 dias a lesão vai se tornando em úlcera, podendo a pessoa precisar de
enxertos de pele no local.
Outros
sintomas podem ocorrer em menor intensidade como mialgia, febre, calafrios, náuseas.
Vômitos, cefaleias e erupções cutâneas.
Forma Viscerocutânea:
É a
forma mais grave do envenenamento por Aranha Marrom e é mais comum em crianças,
os sinais observados são febres, artralgias, diarreia e vomito, pode ocorrer coagulação
intravascular, anemias,
Os
primeiros sinais observados são febres leves, artralgias, diarreia e vômito.
Porém ao curso da evolução da doença viscerocutânea, podem ocorrer coagulação
intravascular disseminada, hemólise, petéquias e plaquetopenia.
Em
média no 2º ou 3º dia após a picada, pode ocorrer anemia e insuficiência renal
aguda.
Como diagnosticar?
O
diagnóstico é feito por meio da identificação da aranha, caso não seja possível
o reconhecimento do aracnídeo, deve-se avaliar os sinais locais e sistêmicos, dentre
as alterações clínicas, deve observar no primeiro momento uma vasculite intensa
no local da picada, seguida de edema, hemorragia e necrose local.
Exames
laboratoriais podem ser feitos, mesmo não sendo exames específicos, podendo ser
observadas as seguintes alterações:
- Forma cutânea:
o hemograma apresenta leucocitose e neutrofilia.
- Forma viscerocutânea: o hemograma apresenta diversas alterações importantes. Dentre elas trombocitopenia, reticulocitose, anemia aguda, hiperbilirrubinemia indireta diminuição dos níveis de haptoglobina, aumento dos níveis de potássio,creatinina e uréia, além de alterações do coagulograma.
Procurar
ajuda médica o mais rápido possível.
O primeiro
momento é o tratamento sintomático da dor da vítima enquanto espera o
atendimento especializado, fazer a limpeza do local afetado, com o intuito de
prevenir infecções secundárias e promover rápida cicatrização.
A
segunda medida a ser tomada é o tratamento específico que será recomendada e receitada
por médicos experientes.
Cuidar do ambiente é a melhor forma de prevenção, veja as dicas que temos para Você:
- Manter jardins
e quintais limpos. Evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo
doméstico, material de construção nas proximidades das casas.
- Sacudir roupas
e sapatos antes de usá-los, pois as aranhas e escorpiões podem se esconder
neles e picar ao serem comprimidos contra o corpo.
- Não pôr as
mãos em buracos, sob pedras e troncos podres, neste caso usar calçados e
luvas de raspas de couro pode evitar acidentes.
- Vedar soleiras
das portas e janelas ao escurecer, pois muitos desses animais têm hábitos
noturnos.
- Vedar frestas
e buracos em paredes, assoalhos e vãos entre o forro e paredes, consertar
rodapés despregados, colocar saquinhos de areia nas portas e telas nas
janelas.
- Usar telas em
ralos do chão, pias ou tanques.
- Combater a
proliferação de insetos para evitar o aparecimento das aranhas que deles
se alimentam.
- Afastar as camas e berços das paredes. Evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão. Inspecionar sapatos e tênis antes de calçá-los.
Mantenha o ambiente protegido faça regularmente desinsetização, e lembre que esses serviços devem ser prestados por empresas especializadas.
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